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Apontamento de horas e custo do projeto

Neste artigo (5 seções)

Você sabe quantas horas o projeto legal realmente consumiu?

Quase todo escritório responde essa pergunta com uma estimativa dita em voz alta numa reunião. "Umas 80 horas, acho." O número vira base de precificação da próxima proposta, que vira o preço do próximo contrato, que vira o prejuízo do próximo ano — tudo a partir de um chute que ninguém checou.

Hora não apontada não é hora economizada. É custo invisível, e custo invisível é o que faz um escritório trabalhar muito e ganhar pouco sem entender por quê.

O cronômetro mora na tarefa#

O apontamento normalmente começa em Minhas Tarefas ou no próprio card: você inicia o cronômetro e ele registra o tempo naquela tarefa, daquele projeto.

O widget flutua entre as telas — você navega pelo sistema, abre outro projeto, responde uma dúvida, e o timer continua visível. Não é preciso lembrar de nada além de parar quando terminar.

A diferença em relação à planilha não é de conforto, é de veracidade. Timesheet preenchido na sexta à noite é ficção bem-intencionada: ninguém lembra se a compatibilização tomou três horas ou cinco na terça-feira. O que se registra é o que soa razoável, e o que soa razoável é sempre parecido com o que foi orçado.

O cronômetro esquecido#

Todo mundo esquece. Alguém inicia o timer, fecha o notebook, viaja no fim de semana — e na segunda o apontamento diz 62 horas numa tarefa de duas.

Em Configurações, o escritório pode ligar duas regras independentes de fechamento automático:

  • Corte por horário — encerra os cronômetros abertos às 12h e às 18h. Resolve quem esquece de parar no almoço e no fim do dia.
  • Fechamento por inatividade — encerra quem ficou o tempo configurado sem tocar no sistema, e registra o tempo até a última interação, não até o momento em que percebeu.

O detalhe do "até a última interação" é o que faz a regra ser útil em vez de irritante. Se você parou de trabalhar às 17h40 e o sistema percebeu às 18h10, o apontamento fecha às 17h40. Uma regra que registrasse os 30 minutos de ausência estaria inventando trabalho — e seria desligada na primeira semana.

Nenhuma das duas liga sozinha

Ambas nascem no estado que o escritório escolher, em Configurações. É decisão de gestão, não padrão imposto: escritório com equipe em campo e horário irregular pode preferir deixar desligado e revisar à mão.

O que você faz com as horas depois#

Em Relatórios, veja as horas por pessoa e por período, com a evolução mês a mês. Em Gestão de Equipe, o administrador acompanha onde o tempo foi gasto, por pessoa e por projeto — inclusive os timers vivos naquele momento.

O uso mais valioso, porém, é o menos óbvio: fechar o ciclo com o Comercial. Quando o projeto acaba, compare as horas reais com o que a proposta assumiu. Três projetos do mesmo tipo depois, você não precisa mais chutar — tem a curva do seu escritório, com a sua equipe, no seu ritmo.

A conversa que isso evita#

Apontamento consistente muda a natureza da discussão sobre produtividade. Sem dado, ela é sobre percepção — quem parece ocupado, quem responde mais rápido no grupo, quem foi visto saindo cedo.

Com dado, é sobre distribuição de trabalho. Descobre-se que uma pessoa está em sete projetos e outra em dois, e isso é um problema de alocação que alguém pode resolver na segunda-feira — não um julgamento de caráter.

O mínimo que funciona#

Não precisa cronometrar cada minuto do dia. Comece apontando as tarefas longas e repetitivas, que são justamente as que a proposta precifica mal. Um mês disso já diz mais sobre o custo real do escritório do que um ano de estimativa de reunião.

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