Método que mora na cabeça de alguém some nas férias dessa pessoa.
Todo escritório com algum tempo de estrada tem um processo. Ele existe — só não está escrito. Está no jeito que o sócio mais velho conduz, na sequência que a coordenadora sabe de cor, no "a gente sempre faz assim" que ninguém consegue explicar inteiro para o contratado novo.
O custo disso aparece de três formas: cada obra reinventa a sequência, cada pessoa nova leva seis meses para aprender por osmose, e a qualidade da entrega depende de quem estava no projeto.
O processo padrão de 33 fases#
O task.BIM traz um processo de projeto pronto para importar, com 33 fases organizadas em quatro macro-etapas — da viabilidade do terreno ao fechamento da documentação, cobrindo cerca de 15 meses de projeto de incorporação.
Ele começa no planejamento inicial (TAP, equipe, cronograma) e no estudo de viabilidade do terreno, passa pelo estudo preliminar e pelo projeto legal, entra nas compatibilizações sucessivas entre arquitetura, estrutura e complementares, atravessa o anteprojeto e o pré-executivo, e termina no executivo e na verificação final da documentação.
O que faz cada fase valer#
Não é a lista de nomes. É o que cada fase carrega:
- Requisitos — o que precisa estar pronto antes de começar. A Fase 4 (Projeto Legal) não abre sem consulta prévia, quadro de áreas, RRT, matrícula atualizada e a assinatura da construtora na documentação.
- Procedimentos mínimos — o que se faz dentro dela, item a item.
- Entregáveis — o que sai no fim, listado. A Fase 1 não termina com "estudo preliminar pronto"; termina com apresentação, plantas de layout, corte esquemático, planilha de áreas, perspectivas, consulta prévia e memorial descritivo.
- Janela de dias — início e fim relativos, que alimentam o cronograma.
É a diferença entre uma lista de etapas e um processo executável. "Compatibilizar" não é instrução; "incluir na arquitetura as necessidades dos sistemas complementares, avaliar pontos críticos com o estrutural, elaborar relatório de compatibilização" é.
Um ponto de partida, não um dogma
Esse processo veio de projeto de incorporação, com construtora, plantas de contrato e unidades privativas. Se o seu escritório faz residência unifamiliar ou retrofit corporativo, metade não se aplica.
Ele é propriedade do escritório, importado e editado — não uma tabela global imposta a todos os clientes da plataforma. Importe, apague o que não é seu, renomeie o que é. O valor está na estrutura de requisito → procedimento → entregável, não nos 33 títulos.
Templates de quadro, para o dia a dia#
Nem todo projeto merece 33 fases. Para o quadro de tarefas, o Menu Modelos do Kanban resolve o caso comum:
- Monte o processo uma vez — colunas com as categorias certas (aberto, em andamento, aprovação, concluído).
- Salve como modelo pelo Menu Modelos.
- Na obra nova, aplique o modelo e ajuste só o que aquela obra tem de especial.
Há modelos nativos para começar: Simples (a fazer / em andamento / concluído), Com aprovação, e Processo de projeto — que já traz backlog, desenvolvimento, compatibilização, revisão interna e entrega.
A categoria de cada coluna importa mais que o nome. É ela que faz o sistema saber o que está aberto, o que aguarda aprovação e o que está concluído — e é daí que saem os indicadores e a coluna que exige aprovador.
O BIM encaixa em cima, não no lugar#
O método de projeto e o método BIM não competem. O TAP abre o empreendimento; o DNA registra as decisões técnicas; o RIE diz como cada elemento deve ser modelado; as Verificações conferem o modelo contra essas decisões; o Escopo de Entregas marca o que sai em cada transição de fase; o BEP documenta como o escritório executa.
Repare que "transição de fase" aparece nos dois lados. É o mesmo processo visto por dois ângulos — o cronograma diz quando, o escopo de entregas diz o quê.
Por que escrever o processo compensa#
O ganho imediato é parar de reinventar. O ganho real aparece depois: um processo escrito pode ser criticado. Enquanto o método vive na cabeça das pessoas, discordar dele é discordar de alguém. Quando está numa tela, com requisitos e entregáveis explícitos, a conversa passa a ser sobre a fase 11 exigir demais — e isso é uma conversa que melhora o escritório.